da tristeza que bate quando a sua propria lingua morre.
desaparece como uma geracao, mas que mal deixa seus tracos caracteristicos: saudade
ah se lingua fosse a arquitetura de uma estatua, ou de um casarao... a tristeza de uma contemplacao morta, mas perene. se desfazendo lentamente como o cal que escorre em chuvas de um ciclo outro, natural.
<< aqui nao.
aqui nao ha o portugues escravo, negro, o portugues indio, o portugues de samba, mulato, baiano-carioca, multicolorido. >>
aqui ha o portugues comercio, que vem e vai nas oscilacoes da historia.
o portugues jesuitico, o portugues que reza.
o portugues que morre...
_______
Colonias outras, no balancar da historia. muito prazer.
aqui nao houveram escravos, aqui nao houveram indios.
aqui cidade quase nao era novidade - mas o inferno sim...
o portuga veio, o portuga ficou, o portuga construiu, redutou-se.
o ingles circundou, espreito, ficou de fora, ate entao.
o portuga levou e fez fortunas, no que durou, comerciou.
o ingles foi chegando chegando...
o indiano fez comercio, fez role de bamba, tirou fotos,
aprendeu e nao aprendeu nada, bicho forte,
pos sari em nossa senhora, pos florezinhas hindus na cruz,
arredondou a janela, fez negocio pro bom carma.
o hippie se escondeu, o portuga caiu, o ingles tomou
a lingua-india da rua circula e faz festa, o ingles agora vende,
e o portuga reza-fado, minguado minguado,
solenemente portugal, vai desaparecendo suave,
por entre as ruelas de casaroes, e igrejas de 1600.
desaparece como uma geracao, mas que mal deixa seus tracos caracteristicos: saudade
ah se lingua fosse a arquitetura de uma estatua, ou de um casarao... a tristeza de uma contemplacao morta, mas perene. se desfazendo lentamente como o cal que escorre em chuvas de um ciclo outro, natural.
<< aqui nao.
aqui nao ha o portugues escravo, negro, o portugues indio, o portugues de samba, mulato, baiano-carioca, multicolorido. >>
aqui ha o portugues comercio, que vem e vai nas oscilacoes da historia.
o portugues jesuitico, o portugues que reza.
o portugues que morre...
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Colonias outras, no balancar da historia. muito prazer.
aqui nao houveram escravos, aqui nao houveram indios.
aqui cidade quase nao era novidade - mas o inferno sim...
o portuga veio, o portuga ficou, o portuga construiu, redutou-se.
o ingles circundou, espreito, ficou de fora, ate entao.
o portuga levou e fez fortunas, no que durou, comerciou.
o ingles foi chegando chegando...
o indiano fez comercio, fez role de bamba, tirou fotos,
aprendeu e nao aprendeu nada, bicho forte,
pos sari em nossa senhora, pos florezinhas hindus na cruz,
arredondou a janela, fez negocio pro bom carma.
o hippie se escondeu, o portuga caiu, o ingles tomou
a lingua-india da rua circula e faz festa, o ingles agora vende,
e o portuga reza-fado, minguado minguado,
solenemente portugal, vai desaparecendo suave,
por entre as ruelas de casaroes, e igrejas de 1600.