sentar na rua como se fosse a primeira
a rua que sentei sem ver por 18 anos
me sentir das proprias repressoes
- medo de mim
como se nao fosse natural
olhar as cores
da nova rua
a disposicao dos pequenos
objetos que caem na rua
-as pessoas nao gostam de serem
olhadas
-as pessoas sao pouco pessoas
atrás
das várias camadas
a praça que eu andava
de bicicleta
deixou de ser praça
a um tempo atrás
e nem percebi
-saudades de quando a praça era uma praça
quarta-feira, 13 de julho de 2011
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Goa escrito em portugues portugues mesmo
da tristeza que bate quando a sua propria lingua morre.
desaparece como uma geracao, mas que mal deixa seus tracos caracteristicos: saudade
ah se lingua fosse a arquitetura de uma estatua, ou de um casarao... a tristeza de uma contemplacao morta, mas perene. se desfazendo lentamente como o cal que escorre em chuvas de um ciclo outro, natural.
<< aqui nao.
aqui nao ha o portugues escravo, negro, o portugues indio, o portugues de samba, mulato, baiano-carioca, multicolorido. >>
aqui ha o portugues comercio, que vem e vai nas oscilacoes da historia.
o portugues jesuitico, o portugues que reza.
o portugues que morre...
_______
Colonias outras, no balancar da historia. muito prazer.
aqui nao houveram escravos, aqui nao houveram indios.
aqui cidade quase nao era novidade - mas o inferno sim...
o portuga veio, o portuga ficou, o portuga construiu, redutou-se.
o ingles circundou, espreito, ficou de fora, ate entao.
o portuga levou e fez fortunas, no que durou, comerciou.
o ingles foi chegando chegando...
o indiano fez comercio, fez role de bamba, tirou fotos,
aprendeu e nao aprendeu nada, bicho forte,
pos sari em nossa senhora, pos florezinhas hindus na cruz,
arredondou a janela, fez negocio pro bom carma.
o hippie se escondeu, o portuga caiu, o ingles tomou
a lingua-india da rua circula e faz festa, o ingles agora vende,
e o portuga reza-fado, minguado minguado,
solenemente portugal, vai desaparecendo suave,
por entre as ruelas de casaroes, e igrejas de 1600.
desaparece como uma geracao, mas que mal deixa seus tracos caracteristicos: saudade
ah se lingua fosse a arquitetura de uma estatua, ou de um casarao... a tristeza de uma contemplacao morta, mas perene. se desfazendo lentamente como o cal que escorre em chuvas de um ciclo outro, natural.
<< aqui nao.
aqui nao ha o portugues escravo, negro, o portugues indio, o portugues de samba, mulato, baiano-carioca, multicolorido. >>
aqui ha o portugues comercio, que vem e vai nas oscilacoes da historia.
o portugues jesuitico, o portugues que reza.
o portugues que morre...
_______
Colonias outras, no balancar da historia. muito prazer.
aqui nao houveram escravos, aqui nao houveram indios.
aqui cidade quase nao era novidade - mas o inferno sim...
o portuga veio, o portuga ficou, o portuga construiu, redutou-se.
o ingles circundou, espreito, ficou de fora, ate entao.
o portuga levou e fez fortunas, no que durou, comerciou.
o ingles foi chegando chegando...
o indiano fez comercio, fez role de bamba, tirou fotos,
aprendeu e nao aprendeu nada, bicho forte,
pos sari em nossa senhora, pos florezinhas hindus na cruz,
arredondou a janela, fez negocio pro bom carma.
o hippie se escondeu, o portuga caiu, o ingles tomou
a lingua-india da rua circula e faz festa, o ingles agora vende,
e o portuga reza-fado, minguado minguado,
solenemente portugal, vai desaparecendo suave,
por entre as ruelas de casaroes, e igrejas de 1600.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
chai
चाय :
cha' massala (talvez possa ser substituido por cha preto)
hibisco
cravo
canela em pau
cardamomo
acucar
leite
ferver todos os ingredientes, sem o cha e sem o leite, as medidas variam, mas e' um pouquinho de cada...
adicionar o cha, esperar um pouquinho, adicionar o leite (numa proporcao de 3 - agua, para 1 de leite)
deixe ferver de novo com o leite, mexendo sempre para nao transbordar.
desligar, pronto
so' vender nas estacoes de trem de delhi...
email para a familia, chegando na india
caralho gente, puta que o pariu!
- cheguei a conclusao que so' poderia comecar assim um email sobre a india...
nao to entendendo nada... achei que tendo estado esse tempo na asia light me prepararia de alguma forma para a india... que grande ingenuidade.
isto aqui e' uma loucura absurda! esse lugar nao e' possivel cara!!!
------------------------------
cheguei em Delhi as 10:30 da noite. nem sai da sala internacional, onde se vai para os voos
de transferencia e tal. fiquei na minha, paciente, achei um lugar aconchegante,
desenhei um Ohm imenso no caderno e tentei dormir, por um tempao. quando consegui
acordei sendo devorado por pernilongos dinossauricos - dentro do dentro do aeroporto!
era 1 e meia, desencanei, fui andar passear ver duty free todas essas coisas...
fiquei aguentando a onda ate' umas 4, mas ai' ja tinha saido pra fumar e
os milicos que ficam em todas as entradas e lugares do aeroporto
com metrancas gigantes nao me deixaram entrar de novo.
me disseram para ir esperar na estacao de trem, em frente.
fui. e la ja tinham mais uns 100 pedros pedreiros esperando tambem
cada um no seu cantinho da estacao, que e' subdividida em leitos
como vagas para carros, acredita? dormi...
mas eu que esperava algo que veio de fato, acordei as 5:30
peguei o trem expresso para a new delhi train station
achando que os 100zinho dormindo na estacaozinha de trem
era muito.
na estacao de trem de nova delhi, mermao!
entrei em panico desespero choque nao sei que la!
porra, muita mas muita muita muita gente, de todo tipo
sujo limpo, de rua de bairro de escritorio de templo de tempo
da puta que pariu, chovendo, andando, falando, gritando
outros parando pra ouvir, dando dinheiro
pedindo dinheiro, pendendo de roupas ou cheios delas
merda, merda pra tudo que e' lado...
eram so' 6 da manha. e a coisa piora...
fiquei por la, sentado na frente, depois de subir todos os andares e ficar sentado
sozinho tomando ar e folego e enchendo o saco de paciencia
para aguentar o caos
e o coracao de
algum tipo de frieza esquisita para enfrentar toda a miseria...
fiquei esperando o escritorio de turistas abrir - as 8, e pareceu-me o dia inteiro e mais alguns outros -
, para saber se tem onde,
na estacao, eu possa deixar uma mochila com algumas coisas
que trouxe da tailandia, para nao precisar ficar carregando around.
nao ha'. sai.
caminhei pelo meio de todo mundo, balancando a cabeca que nao
mas meio sem saber, e meio que balancando que sim
porque eles balancam a cabeca que nao para dizer sim
e para dizer sim nao sei como balancam... acho que chacoalham...
e fui... proximo a estacao e' a regiao de mercados
que chama-se Pahar Ganj, e e' onde tem as acomodacoes baratas
mano, nao sabia, ia rindo, olhando, tentando fugir e de alguma forma
me entregando todo... montes e montes de lixo, rikshaws passando, motos
quase atropelam, e cara, se machucar aqui nao e' brincadeira
e' infeccao na hora, de tanta sujeira...
um certo tipo de desespero e de encanto estranho
teve um trecho da rua inundado, e porra, passar foi
babilonia, agua suja pra cacete, cheio de machucados nos pes
das andancas, equilibrando mochila e violao
e galera passando por cima...
achei lugar pra ficar, o primeiro malema que achei fiquei
porque precisava sair, ou melhor, entrar
tomei banho, deitei e fiquei.
nao dormi, fiquei com a cabeca a mil...
depois de ficar um tempo, sai de novo, ou melhor, entrei
porque sair pra rua aqui, e' entrar no todo que ha
entrar em mergulho...
dei roles e roles, ruelas e ruelas
sujas e sujas, mano como tem sujeira,
e gente, que se confunde quase,
e' doloroso e maluco, porque vem como um baque
tomei lassi na rua, e um sucao de manga (a india tem mais
de 500 tipos de manga, sabiam? porra ne'?!)
e rezo pra que a agua seja da boa.
descobri que entro de cabeca assim
nas coisas
e ai assusta mesmo, mas e' lindo
- se for pra passar mal passa agora de uma vez
que ja cria anticorpo pro resto, se e' que e' possivel
criar anticorpo pra todo o resto...
achei restaurantinho muquifinho, com chapati feito na hora
na lenha queimando na frente, negada toda sentada em duas mesinhas pequenas
que haviam la, e que me aprocheguei
pedi o que o cara da frente estava comendo, que e' o que dava
como nao sei nome nem gosto de nada, pra quem nao sabe
o que vier esta bom. veio isso, um creme verde com ervas e algum tipo de curry, e um tipo
de ricota dentro
e uma salada de cebola com repolho - eu acho - e foi tudo muito bom
comer com a mao direita - que e' a mao limpa...
pagar depois, 70 cents - 35 rupias.
achar um computador na esperanca
de ter alguem aqui
pra que eu possa gritar
e sair um pouco de mim
so um pouco
no compartilhar
e depois mergulhar de novo
ao atravessar o portal porta
dessa pequena cabine
para o mundo india
- cheguei a conclusao que so' poderia comecar assim um email sobre a india...
nao to entendendo nada... achei que tendo estado esse tempo na asia light me prepararia de alguma forma para a india... que grande ingenuidade.
isto aqui e' uma loucura absurda! esse lugar nao e' possivel cara!!!
------------------------------
cheguei em Delhi as 10:30 da noite. nem sai da sala internacional, onde se vai para os voos
de transferencia e tal. fiquei na minha, paciente, achei um lugar aconchegante,
desenhei um Ohm imenso no caderno e tentei dormir, por um tempao. quando consegui
acordei sendo devorado por pernilongos dinossauricos - dentro do dentro do aeroporto!
era 1 e meia, desencanei, fui andar passear ver duty free todas essas coisas...
fiquei aguentando a onda ate' umas 4, mas ai' ja tinha saido pra fumar e
os milicos que ficam em todas as entradas e lugares do aeroporto
com metrancas gigantes nao me deixaram entrar de novo.
me disseram para ir esperar na estacao de trem, em frente.
fui. e la ja tinham mais uns 100 pedros pedreiros esperando tambem
cada um no seu cantinho da estacao, que e' subdividida em leitos
como vagas para carros, acredita? dormi...
mas eu que esperava algo que veio de fato, acordei as 5:30
peguei o trem expresso para a new delhi train station
achando que os 100zinho dormindo na estacaozinha de trem
era muito.
na estacao de trem de nova delhi, mermao!
entrei em panico desespero choque nao sei que la!
porra, muita mas muita muita muita gente, de todo tipo
sujo limpo, de rua de bairro de escritorio de templo de tempo
da puta que pariu, chovendo, andando, falando, gritando
outros parando pra ouvir, dando dinheiro
pedindo dinheiro, pendendo de roupas ou cheios delas
merda, merda pra tudo que e' lado...
eram so' 6 da manha. e a coisa piora...
fiquei por la, sentado na frente, depois de subir todos os andares e ficar sentado
sozinho tomando ar e folego e enchendo o saco de paciencia
para aguentar o caos
e o coracao de
algum tipo de frieza esquisita para enfrentar toda a miseria...
fiquei esperando o escritorio de turistas abrir - as 8, e pareceu-me o dia inteiro e mais alguns outros -
, para saber se tem onde,
na estacao, eu possa deixar uma mochila com algumas coisas
que trouxe da tailandia, para nao precisar ficar carregando around.
nao ha'. sai.
caminhei pelo meio de todo mundo, balancando a cabeca que nao
mas meio sem saber, e meio que balancando que sim
porque eles balancam a cabeca que nao para dizer sim
e para dizer sim nao sei como balancam... acho que chacoalham...
e fui... proximo a estacao e' a regiao de mercados
que chama-se Pahar Ganj, e e' onde tem as acomodacoes baratas
mano, nao sabia, ia rindo, olhando, tentando fugir e de alguma forma
me entregando todo... montes e montes de lixo, rikshaws passando, motos
quase atropelam, e cara, se machucar aqui nao e' brincadeira
e' infeccao na hora, de tanta sujeira...
um certo tipo de desespero e de encanto estranho
teve um trecho da rua inundado, e porra, passar foi
babilonia, agua suja pra cacete, cheio de machucados nos pes
das andancas, equilibrando mochila e violao
e galera passando por cima...
achei lugar pra ficar, o primeiro malema que achei fiquei
porque precisava sair, ou melhor, entrar
tomei banho, deitei e fiquei.
nao dormi, fiquei com a cabeca a mil...
depois de ficar um tempo, sai de novo, ou melhor, entrei
porque sair pra rua aqui, e' entrar no todo que ha
entrar em mergulho...
dei roles e roles, ruelas e ruelas
sujas e sujas, mano como tem sujeira,
e gente, que se confunde quase,
e' doloroso e maluco, porque vem como um baque
tomei lassi na rua, e um sucao de manga (a india tem mais
de 500 tipos de manga, sabiam? porra ne'?!)
e rezo pra que a agua seja da boa.
descobri que entro de cabeca assim
nas coisas
e ai assusta mesmo, mas e' lindo
- se for pra passar mal passa agora de uma vez
que ja cria anticorpo pro resto, se e' que e' possivel
criar anticorpo pra todo o resto...
achei restaurantinho muquifinho, com chapati feito na hora
na lenha queimando na frente, negada toda sentada em duas mesinhas pequenas
que haviam la, e que me aprocheguei
pedi o que o cara da frente estava comendo, que e' o que dava
como nao sei nome nem gosto de nada, pra quem nao sabe
o que vier esta bom. veio isso, um creme verde com ervas e algum tipo de curry, e um tipo
de ricota dentro
e uma salada de cebola com repolho - eu acho - e foi tudo muito bom
comer com a mao direita - que e' a mao limpa...
pagar depois, 70 cents - 35 rupias.
achar um computador na esperanca
de ter alguem aqui
pra que eu possa gritar
e sair um pouco de mim
so um pouco
no compartilhar
e depois mergulhar de novo
ao atravessar o portal porta
dessa pequena cabine
para o mundo india
fotografia de ferroviaria
tudo o que nao sou,
marca
por detras das lentes da maquina
que escrevo
estes poemas de
imagens
imaginarias como abstratas
surrealismo do que nao sao
como a eternidade da fe
no livramento
que vale como a arte
em outras palavras
do encontro
das personalidades
na perda delas mesmas
nao ha metafisica
no mundo
que nao me faca
chorar
olhos cansados demais
para viver
mas abertos o
suficiente
para contemplar
que e' quase suficiente
para realizacao da vida
que e' para alem dos
deuses e da
ciencia
ou das palavras
que sao como
celas assentes
com poder absurdo
de penetracao
no absurdo do
eterno.
tantas fotografias de retina que
belas afinal
se perdem no
caos da memoria
e da interpretacao
(da propria memoria)
da qual se faz a poesia
porem,
tambem belas
mas nao da simples beleza
de ter visto
senao da beleza outra
de ter vivido.
marca
por detras das lentes da maquina
que escrevo
estes poemas de
imagens
imaginarias como abstratas
surrealismo do que nao sao
como a eternidade da fe
no livramento
que vale como a arte
em outras palavras
do encontro
das personalidades
na perda delas mesmas
nao ha metafisica
no mundo
que nao me faca
chorar
olhos cansados demais
para viver
mas abertos o
suficiente
para contemplar
que e' quase suficiente
para realizacao da vida
que e' para alem dos
deuses e da
ciencia
ou das palavras
que sao como
celas assentes
com poder absurdo
de penetracao
no absurdo do
eterno.
tantas fotografias de retina que
belas afinal
se perdem no
caos da memoria
e da interpretacao
(da propria memoria)
da qual se faz a poesia
porem,
tambem belas
mas nao da simples beleza
de ter visto
senao da beleza outra
de ter vivido.
As estacoes de trem mantem sua fixada nostalgia de crianca dos pes sujos que brinca nas ruas do Romantismo e da fumaca que elevava os impressionistas.
Escrevo enquanto nao entendo toda essa miseria, porque se um dia entender, paro de esperar pelo trem e balanco contente em minha rede, longe de tudo...
Do nao compreender, frustracoes de quem sonha o mundo grande, mas vislumbra as materialidades que impedem o fim das grandes dores da humanidade, como quedas.
- E' possivel tamanha beleza quando vem de dentro, mas o dentro de quem e' permitido conhecer a poesia e' limitado por espaco-temporalidades concretas.
Enquanto me permito perceber (com talvez privilegiadas associacoes...) circundo-me de analfabetismos concretos, de qualquer linguagem, que poderiam nao existir para meditacoes outras,mas que existem, em dimensoes alheias a qualquer vontade.
Escrevo enquanto nao entendo toda essa miseria, porque se um dia entender, paro de esperar pelo trem e balanco contente em minha rede, longe de tudo...
Do nao compreender, frustracoes de quem sonha o mundo grande, mas vislumbra as materialidades que impedem o fim das grandes dores da humanidade, como quedas.
- E' possivel tamanha beleza quando vem de dentro, mas o dentro de quem e' permitido conhecer a poesia e' limitado por espaco-temporalidades concretas.
Enquanto me permito perceber (com talvez privilegiadas associacoes...) circundo-me de analfabetismos concretos, de qualquer linguagem, que poderiam nao existir para meditacoes outras,mas que existem, em dimensoes alheias a qualquer vontade.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Tailandia
chega atrsada
como assentamento
de ideias e sensacoes
na lingua portuguesa
<< antes espirito e mais nada >>
mas tao rapida no assentamento
que se derruba, passa
atravessa, pesa como elefante
o turismo colonizante...
... paisagens
resistem ao pensamento, tao reais que sao
tuas montanhas, e rios
e mares
e pessoas
que lindas experiencias
esperam aos que futuram
frutos dessa terra
nascentes como cachoeiras
e fortes como as rochas
do sul
carregadores
da
historia
como assentamento
de ideias e sensacoes
na lingua portuguesa
<< antes espirito e mais nada >>
mas tao rapida no assentamento
que se derruba, passa
atravessa, pesa como elefante
o turismo colonizante...
... paisagens
resistem ao pensamento, tao reais que sao
tuas montanhas, e rios
e mares
e pessoas
que lindas experiencias
esperam aos que futuram
frutos dessa terra
nascentes como cachoeiras
e fortes como as rochas
do sul
carregadores
da
historia
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