segunda-feira, 2 de maio de 2011

fotografia de ferroviaria

tudo o que nao sou,
marca
por detras das lentes da maquina
que escrevo
estes poemas de
imagens

imaginarias como abstratas
surrealismo do que nao sao

como a eternidade da fe
no livramento
que vale como a arte
em outras palavras

do encontro
das personalidades
na perda delas mesmas

nao ha metafisica
no mundo
que nao me faca
chorar

olhos cansados demais
para viver
mas abertos o
suficiente
para contemplar

que e' quase suficiente
para realizacao da vida
que e' para alem dos
deuses e da
ciencia

ou das palavras
que sao como
celas assentes
com poder absurdo
de penetracao
no absurdo do
eterno.



tantas fotografias de retina que
belas afinal
se perdem no
caos da memoria
e da interpretacao
(da propria memoria)

da qual se faz a poesia
porem,
tambem belas
mas nao da simples beleza
de ter visto
senao da beleza outra
de ter vivido.

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